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AÇUDE CACHOEIRA DE AURORA: UM COLAPSO ANUNCIADO

No momento o açude opera com uma vazão de 80 l/s, mas sem o complemento da adutora mais da metade deste total é perdida durante o percurso até que a água chegue as torneiras da comunidade.
Diante de uma estiagem que já se prolonga por cinco longos anos durante os quais as poucas chuvas registradas têm sido pífias e mal distribuídas em toda a região, o município de Aurora já se prepara para o pior. O alerta é da própria companhia de gestão dos recursos hídricos do CE – Cogerh.

A cidade é abastecidoa desde o ano 2000 pelo açude cachoeira quando o mesmo foi inaugurado com capacidade de armazenamento da ordem de 34.330.000 m3 de água. Porém, correndo sério risco de secar o município tem agora motivos de sobras para redobrar suas atenções quanto ao problema. o que coloca em xeque o abastecimento de água da sua população. Do contrário poderá voltar ao tempo em que a cidade era abastecida pelas águas poluídas do rio Salgado. O alerta foi dado a partir do relatório divulgado recentemente pela Cogerh. E o quadro não é nada animador.

A previsão é de que se as coisas continuarem como estão o manancial deverá secar completamente já em janeiro 2017 e ainda há quem diga que pode ser até antes, tendo em vista a rapidez com que o nível de água vem diminuindo a cada dia.

De acordo com os últimos dados coletados na última quarta-feira, dia 3 de junho, o açude encontra-se com apenas 24,42% da sua capacidade total. Algo extremamente preocupante, conforme opinião dos próprios técnicos.

E o que é pior. Além das perdas naturais ocorridas pelo processo de evaporação da lâmina d’água, alguns fatores favorecem ainda mais o rebaixamento do nível de água acumulada.

A saber: Desde o ano quando o açude entrou em funcionamento as águas são liberadas e correm por gravidade percorrendo um percurso de mais ou menos 3 km riacho abaixo até chegarem a primeira estação de bombeamento. Gerando, por isso mesmo, uma perda absurda que beira quase 30% do total liberados nas comportas, cuja vazão é de 80 l/s.

Cumpre destacar, inclusive, as diversas vezes que aumentaram a vazão das águas liberadas na comporta, segundo dizem, sem o conhecimento dos moradores locais que participam das comissões de gestão das águas do açude. Aumentos estes que serviam para encher barragens situadas abaixo no leito do rio Salgado.

Sem esquecer igualmente as diversas perdas ocasionadas pelos vazamentos corriqueiros que geralmente acontecem devido ao rompimento das tubulações de ruas que são bastante antigas. Agravado mais ainda pela leniência com que tais rompimentos são consertados pela Cagece – concessionária responsável pela distribuição da água fornecida à população.

E mais, como muitas regiões da zona rural continuam sofrendo com a falta de água para o consumo humano, pouco mais de 80 comunidades espalhadas por várias partes do município são abastecidas atualmente na base de carro pipas com águas do Cachoeira.

Então, o que fazer?

Para que o colapso anunciado possa ser revertido só mesmo o registro de novas precipitações pluviométricas no decorrer do período ou que pelos menos possa ser amenizado, que a população se conscientize desde já da necessidade urgente de um racionamento rigoroso. Algo que até o momento(infelizmente) não aconteceu, nem pela população e, pelo que se percebe, tampou pela própria Cagece que deveria dá o primeiro exemplo. E até mesmo investir um percentual do seu lucro; primeiro na melhoria das tubulações da rede de distribuição. Depois em campanhas de conscientização popular em parceria com agentes da própria comunidade e afins.

Ainda estabelecendo maior agilidade quanto aos serviços de consertos, reparos de vazamentos e rompimentos na rede, E, principalmente na construção do complemento da adutora restante.

Por fim, num programa de concessão de bônus e abatimentos como incentivo aos consumidores que economizarem nas suas contas o precioso líquido.

Mas, enquanto isso não acontece a crise hídrica no abastecimento de Aurora daqui a pouco será fato consumado. Um colapso total onde muito pouco poderá ser feito. Portanto, o momento é agora. A hora é já. Não há motivo para esperar.

Uma pergunta que não quer calar:

A quem interessa a possibilidade do caos? Por que não adotam o quanto antes as medidas necessárias para que se possa evitar o pior? Que razões motivam a Cagece, o governo do Estado e as autoridades em geral a não adotarem em regime de urgência urgentíssima o chamado princípio da precaução?

Por outro lado, preocupado com as previsões, o prefeito municipal Adailton Macedo já tem procurado por mais de uma vez, tanto o governo quanto autoridades ligadas ao setor. Porém, até este momento nada foi feito de concreto.

É inclusive ideia do gestor, provocar uma audiência pública nos próximos dias no sentido de que a população possa debater junto com representantes dos órgãos responsáveis e demais autoridades competentes do município e da capital a problemática.

Como se ver a prefeitura local tem feito sua parte, mas os que mais deviam tomar as providências cabíveis, até este momento parecem não ter despertados e nem se dado conta da iminente gravidade da situação.

Todos e mais ainda, a população aurorense, haverão de pagar um alto preço num futuro breve, caso se deixem levar pelo comodismo, a indiferença e as velhas soluções de continuidades.

Jc da Redação do Blog de Aurora

 

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